quinta-feira, 28 de julho de 2011

4ª edição da Marcha das Margaridas deve reunir 100 mil mulheres do campo em Brasília

Jeane Freitas
Jornalista da Adital

"Duas mil e onze razões para marchar para o desenvolvimento, sustentável com justiça, autonomia, igualdade e liberdade”. Este será o lema 4ª edição da Marcha das Margaridas que acontecerá nos dias 16 e 17 de agosto em Brasília, região Centro-oeste do país. A Marcha reunirá cerca de 100 mil mulheres de diversas regiões do país na luta por melhores condições de vida e trabalho no campo e contra todas as formas de discriminação e violência.

Para Rosângela Ferreira, integrante da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura do Estado do Ceará (Fetraece) e da organização estadual da Marcha, a atividade tem um grande significado para a garantia dos direitos das mulheres, principalmente daquelas das zonas rurais. "A Marcha é necessária para garantir a visibilidade. Por mais que o governo seja democrático, não existe governo bonzinho. O movimento precisa estar mobilizado ou então não consegue [visibilizar suas demandas]”, afirma.

O evento acontece a cada quatro anos sempre no mês de agosto, para fazer a memória ao assassinato da líder sindical Margarida Alves morta com um tiro no rosto no dia 12 de agosto de 1983 no município de alagoa grande, Paraíba, região nordeste do país.

A atividade foi lançada nacionalmente em novembro de 2010, e desde então, os movimentos de mulheres vêm se organizando em vários pólos do país com o objetivo de se articular e preparar a pauta de reivindicação através de debates, palestras, estudos, planejamento e captação de recurso.

Essas mobilizações resultaram na elaboração de um caderno de texto que teve como base os eixos da plataforma política do movimento de mulheres. São elas: biodiversidade, terra, água e agroecologia, soberania e segurança alimentar, autonomia econômica, saúde pública e direitos reprodutivos, educação não sexista e democracia, poder e participação política. O caderno reuniu cerca de 158 propostas que foram entregues na semana passada (13), em ato político, no Palácio do Planalto em Brasília.

Rosângela aponta conquistas significativas nesses anos de caminhada. Uma delas foi a aposentadoria para trabalhadoras rurais aos 55 anos de idade; a emissão de documentação das mulheres que não conseguiam acesso às políticas públicas, como o Bolsa Família; a titularização na divisão da reforma agrária no nome das mulheres; criação do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) Mulher, a visibilidade sobre os casos de violência e discriminação contra as mulheres, entre outras.

Ela ressalta, ainda, que as mulheres fizeram parte da construção da história do país, mas nunca apareceram de fato, e que a Marcha tem também essa finalidade: Despertar nas mulheres para que elas exijam seus direitos e sejam sujeitas de uma nova história e construtoras de uma sociedade igualitária.

Programação

As mulheres chegarão no dia 15 de agosto no Parque das Cidades, centro de Brasília. Dia 16, pela manhã, a abertura terá a exposição de dois painéis. Neste mesmo dia, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) fará uma pesquisa aplicada com as mulheres presentes na marcha sobre perfil econômico e condições de vida das mulheres trabalhadoras do campo e da floresta.

À noite, haverá o lançamento do CD "Canto das Margaridas”, produzido por mulheres de todo pais, com a presença da cantora Margareth Menezes. No dia 17, as mulheres seguem em marcha do Parque das Cidades até a Esplanada dos Ministérios onde serão recebidas por ministros, autoridades, e pela presidenta Dilma Rousseff. Às 15h, Rousseff fará o anúncio da decisão das propostas encaminhadas na semana passada pela coordenação da Marcha.

Fonte: Adital

terça-feira, 26 de julho de 2011

Encontro de jovens do campo movimenta Ginásio Paulo Sarasate [Fortaleza,CE]

Por Abiglacy Rodrigues, do Instituto Terramar, para o MST

Hoje, 22 de julho, jovens do campo, da cidade, de aldeia indígena e da zona costeira do Ceará, reunida no Ginásio Paulo Sarasate vivenciou o segundo dia de atividades do X Curso de Formação da juventude do campo, uma realização do MST/CE e da Universidade Federal do Ceará (UFC). O evento contou com a presença de Evaldo Lima, Secretário de Esporte e Lazer de Fortaleza que saudou o público de aproximadamente 700 jovens. Todos são integrantes do MST, Via Campesina, Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB), povos indígenas, povos do mar, quilombolas, além de movimentos sociais da cidade, como Central de Movimentos Populares (CMP), Pastoral da Juventude (PJ) e Movimento dos Conselhos Populares(MCP).

Pela manhã, Marcelo Matos, coordenador do setor de Comunicação e Cultura do MST/CE fez um balanço dos últimos dez anos de atuação da juventude militante e apontaram os desafios colocados para a luta dos jovens nos próximos anos. Foram abordados temas como, ensino superior, a importância da juventude nos movimentos sociais, o potencial e a produção artística do jovem, os processos de formação e comunicação, entre outros. Laureana Feitosa, 19 anos, é jovem liderança da comunidade de Curral Velho, Acaraú-CE e comentou a importância da participar do momento: “É fundamental a juventude da zona costeira está aqui hoje, nós temos lutas semelhantes ao dos jovens do campo e precisamos estar juntos na causa pelo território para somar forças.”

O momento é de intensa formação e troca de experiências entre brigadas, assentamentos e comunidades que ainda não se conheciam. Dessa forma, os grupos jovens fortalecem a sua luta a partir do intercâmbio de ideias acerca das problemáticas históricas, sociais e culturais que atingem a juventude da zona rural e costeira do Ceará.

Cassiane Bastos é da comunidade de Flecheiras, Trairí-CE, e está empolgada com a primeira participação no encontro “Tô achando tudo muito interessante. Ontem gostei bastante da apresentação do grupo de percussão Tambores de Safo e da oficina de cordel que me inscrevi. Daqui pro fim do encontro eu espero também fazer muitas amizades.” A oficina de cordel que Cassiane citou, é apenas uma das diversas realizadas no evento. Durante as tardes, os participantes aprendem técnicas de teatro, hip hop, artes plásticas, grafite, percussão, e abordam temáticas de gênero e sexualidade e luta popular.

Animando as noites, os jovens recebem grupos artísticos de música e dança para finalizar o dia em clima de festa e alegria. Hoje, as atrações são o grupo de Forró Pé de Serra da Secretaria de Cultura do Estado (SeCult) e a apresentação de dança folclórica do Laboratório de Estudos Agrários e Territoriais da UFC (LEAT).

Fonte: Portal Terra Mar

Comunicação IJC

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Juventude do campo inicia encontro de formação com 700 jovens [Fortaleza, CE]

Por Camila Garcia, do Instituto Terramar, para o MST

O primeiro dia (21 de julho) do X Curso de Formação Estadual Sobre Realidade Brasileira Para a Juventude Camponesa iniciou suas atividades com a presença de 700 participantes vindos de acampamentos e assentamentos do MST no Ceará, representantes dos movimentos urbanos de Fortaleza, de indígenas e representantes dos Povos da zona costeira cearense. A iniciativa recebeu ainda, jovens vindos do MST da Paraíba. Todos/as em clima de festa pelos 10 anos de parceria entre a Universidade Federal do Ceará (UFC) e o Movimento dos Trabalhadores/as Rurais Sem Terra (MST) na construção desse encontro de formação.

Para a abertura, falas dos representantes dos movimentos sociais presentes e das autoridades que apoiaram financeiramente a realização desse evento. A mesa foi composta por mais de 10 pessoas que parabenizaram a iniciativa do MST e da UFC, fortalecendo a dimensão de que a juventude é sujeito do tempo presente da transformação social. “Juventude que ousa lutar constrói o Poder popular” e “Pátria livre: Venceremos!” foram algumas das palavras de ordem que marcaram a animação do momento de abertura.

Em seguida, ainda pela manhã, uma mesa de análise de conjuntura foi composta pelo dirigente estadual do MST, Jaime Amorim, e pelo professor da faculdade de economia da UFC, Aécio de Oliveira. Na pauta um debate sobre o estado brasileiro, energia, agronegócio e consumo. De tarde, os jovens se dividiram em grupos menores para participar de oficinas temáticas com duração de dois dias, sempre as tardes. Os temas variam desde comunicação, customização e percussão, até técnicas de teatro do oprimido e justiça ambiental.

Todo esse esforço de mobilização começou ontem dia 21 e se estenderá pelos dias 22, 23 e 24 de julho. Sobre o objetivo da formação, Marcelo Matos do setor de juventude do MST no Ceará diz: “Nós construímos uma oportunidade de formar essa juventude para que ela possa contribuir com o movimento e que possamos fazer a revolução brasileira. Sabemos que isso não é uma tarefa fácil, mas precisa ser feita.”

Além da possibilidade de contribuir com a reflexão dos movimentos social, o encontro, simboliza a possibilidade da uma ação de extensão ancorada na troca de saberes entre academia e o campo. A respeito dessa proposta, Celecina Sales, professora da UFC, afirma: “Já faz 10 anos que realizamos essa formação. Ela representa uma possibilidade de fazer uma ação de extensão que dialogue com os temas dos movimentos sociais e ultrapasse os muros da universidade. E, também, uma ação que fortaleça a juventude como sujeito do presente, e não como promessa do futuro ou como quem produz violência”.

O X curso de Formação está acontecendo em Fortaleza, no Ginásio Paulo Sarasate. Lá os/as jovens estão dormindo, fazendo as refeições, articulando lutas e afetividades, construindo diferentes formas de aprendizado. Os trabalhos do primeiro dia se encerraram com o Show cultural das mulheres do “Tambores de Safo”, um grupo formado por militantes feministas que incorporam críticas ao patriarcado e ao capitalismo em suas letras e batidas. A apresentação contagiou todos/as os participantes do encontro que se somaram aos Tambores em uma grande ciranda na quadra do ginásio.

Fonte: Portal Terra Mar

Comunicação IJC

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quinta-feira, 21 de julho de 2011

Juventude e Território abre inscrições para jovens de Montes Claros, MG

Oficina de Juventude e Desenvolvimento Territorial

10 a 12 de agosto de 2011

A oficina “Juventude e Desenvolvimento Territorial” integra as atividades do projeto Juventude no Desenvolvimento Territorial, uma realização do Instituto de Juventude Contemporânea – IJC, em parceria com Secretaria de Desenvolvimento Territorial do Ministerio do Desenvolvimento Agrario – MDA.

O projeto tem o objetivo de incentivar a formação política da juventude no Brasil Rural, promovendo o surgimento de novas jovens lideranças nos Territórios Rurais do Governo Federal.

Reconhecendo a diversidade de realidade local e política, somos desafiados a construir um processo metodológico que contemple:

1) Elaborar juntamente com os jovens rurais uma análise de conjuntura onde retrate – quais as forças políticas locais presentes em cada território: que tipo e quais são as políticas públicas voltadas para a juventude e quais as condições de engajamento dos jovens estão sendo realizadas nos territórios.

2) Realizar diagnóstico local sobre a situação dos jovens em sua condição de moradia, escolaridade, trabalho e renda, saúde, cultura e demais aspectos da vida dos jovens;

3) Construir diagnóstico da atuação dos movimentos sociais locais e perceber qual o espaço da participação dos jovens enquanto sujeitos políticos construtores de uma transformação social de direitos e cidadania.

Quem pode participar?

As juventudes são selecionadas junto a movimentos e organizações juvenis do campo e jovens membros das câmaras temáticas e/ou comitês dos colegiados territoriais que integram o programa Territórios da Cidadania do Governo Federal, tendo como foco a qualificação do trabalho desenvolvido nos grupos e organizações que representam, levando em consideração as diversidades de gênero, étnico-racial e de orientação sexual.

Onde será realizada a próxima etapa?

A atividade acontecerá entre as datas 10 a 12 de agosto de 2011, no município de Montes Claros – MG, no Pólo da FETAEMG (endereço: Rua Antonio Maciel dos Santos, n°267 (antiga rua 03 ainda é a mais conhecida por este ), Bairro Major Prates - Montes Claros – MG. Telefone: (38) 3214-1884.

A hospedagem, alimentação e transporte dos participantes serão custeada pelo IJC, entretanto é necessário solicitar por e-mail juventudeeterritorio@ijc.org.br

Esta oficina contempla quatro territórios de Minas Gerais: Serra Geral, Alto Rio Pardo, Médio e Alto Jequitinhonha. A distribuição de vagas entre os territórios foram 60 vagas sendo 15 para cada território.

Como se inscrever?

Mande e-mail para juventudeeterritorio@ijc.org.br até 05 de agosto de 2011. Com as seguintes informações: nome, telefone, endereço, município, e-mail, território e entidade que faz parte.
Programação Oficina de Juventude e Desenvolvimento Territorial

Cronograma

10 de agosto (a partir das 10h da manhã)
• Apresentação e boas vindas
• Círculos de Histórias de vidas da juventude
• Roda de diálogo: Juventude Rural
• Mesa de discussão: Apresentação do sobre as Políticas Públicas de Juventude e Programa Brasil Sem Miséria.

11 de agosto
• Diagnóstico dos Territórios (compreendo as questões políticas, econômicas, sociais e culturais).
• Diagnóstico sobre organização da juventude (Boas práticas de mobilização e organização dos Territórios)
• Planejamento dos Comitês de Juventude (sua organização interna e intervenção nos espaços)
12 de Agosto
• Organização e Mobilização da Juventude para 2ª Conferência Nacional de Juventude.

Mais Informações:

Camila Brandão (85) 8877.8853(oi) - (85) 99440160 (tim) - camila@ijc.org.br






sexta-feira, 15 de julho de 2011

IJC finaliza a primeira oficina do projeto em Minas Gerais

Jovens dos Territórios do Baixo Jequitinhonha, Murici e São Mateus, em Minas Gerais, concluem nesta manhã as atividades da Oficina de Desenvolvimento Territorial, oportunizada pelo IJC, em parceria com o MDA.
Entre os destaques das discussões e dinâmicas realizadas durante o encontro, ficam as demandas de organização de mais espaços de intervenção da juventude em Minas Gerais e as dificuldades do desenvolvimento de Políticas Públicas de Juventude – PPJs no estado, condicionada aos poderes políticos locais.
Os jovens foram estimulados a pensarem o envolvimento da juventude na economia, política, cultura, produção e organização social. Desse debate, surgiu um panorama desfavorável para os direitos humanos, especialmente as questões relacionadas à gênero, orientação sexual, raça e etnia, e, especialmente, geracional. As juventudes sentem também a ausência de um movimento estudantil legitimado e forte, assim como grandes dificuldades de organização nos colegiados territoriais, dada a problemas estruturais, como transporte e recursos para alimentação.
Os 18 municípios representados na oficina também demonstraram como destaque as ações em comunicação popular, especialmente relacionadas às rádios comunitárias, que passam também por perseguição política e dificuldade para a conquista de outorga de operação em rádio, junto ao Ministério das Comunicações. “São várias as dificuldades de organização dos jovens e a gente vê que muitos desses problemas estão relacionados ao acesso à tecnologia e a participação das pessoas”, completa a jovem Adelice.

Conferência Livre de Juventude
Na manhã do dia 15, os jovens, junto à equipe do MDA, desenvolvam a discussão preparatória para a Conferência de Juventude, que lançou como demanda a realização de Conferencias Territoriais de Juventude no estado.
Em tempo: O Governo do Estado de Minas Gerais, através da Secretaria de Esporte e Juventude, junto ao Conselho Estadual de Políticas Públicas de Juventude de Minas Gerais, excluiu do regimento estadual a proposta de Conferência Territoriais de Juventude, de forma eletiva. Os territórios presentes, junto ao MDA, demandarão a Minas a retificação da questão.
A Conferencia Nacional de Juventude é constituída por etapas livres e eletivas, sendo classificadas como eletivas as Municipais, Territoriais, Estaduais e etapa final, que está prevista para dezembro de 2011.

Comunicação IJC

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Jovens de Minas Gerais criticam acesso aos programas de juventude no campo

Para os jovens locados nos Territórios da Cidadania presentes nas Oficinas de Desenvolvimento Territorial em Minas Gerais, as políticas de atendimento e financiamento de projetos em juventude não acessam aos jovens do estado.
Os jovens manifestaram essa crítica aos programas estaduais e federais durante a oficina de Políticas Públicas De Juventude, cujo objetivo é apresentar um panorama do tema e o que foi desenvolvido pelo estado brasileiro em suas esferas. Segundo eles, a juventude não é privilegiada em Minas Gerais. Para o grupo, o governo do estado reproduz os programas federais e condiciona o atendimento a setores que têm aproximação política com a aliança que controla o executivo estadual.
Também foi criticado o Pronaf Jovem, que compõe o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar – Pronaf e consiste no atendimento de propostas de crédito para jovens agricultores e agricultoras. “O Pronaf Jovem e o Mulher estão parados no estado, sem funcionamento prático”, afirma Aquiles, do município de Jordânia. Isso se justificaria por um funcionamento precário das agências bancárias que devem conceder o crédito aos jovens, ativando um processo burocrático que não consta nos requisitos próprios do projeto.
Tal realidade, conforme nos mostrou o debate evocado pelos presentes, vem contribuindo para um desinteresse coletivo nas linhas de financiamento da juventude do campo e nos programas de juventude, levando jovens que ainda permanecem com o interesse de investir na área rural a procurar outras políticas, como o crédito fundiário e as demais linhas de financiamento do Pronaf, ainda que estas também comportem irregularidades, na avaliação dos mesmos.

Comunicação IJC

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quarta-feira, 13 de julho de 2011

Projeto chega à Minas Gerais e realiza etapa preparatória da Conferência Nacional de Juventude

O IJC chega ao município de Teófilo Otoni, a 446 km da capital, em Minas Gerais, para mais uma etapa do projeto Juventude no Desenvolvimento Territorial, uma ação realizada pelo IJC em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), que visa estimular o protagonismo entre os jovens do campo nos Territórios da Cidadania do Governo Federal.

O projeto primeiramente reuniu jovens do interior do Ceará durante o mês de junho, Minas Gerais é o segundo estado a receber a iniciativa, que reúne três dos seus Territórios nas oficinas. Ao todo, cerca de 60 jovens oriundos do Vale Mucuri, São Mateus e Baixo Jequitinhonha participarão ao longo de três dias de diversas atividades, entre 13 e 15 de julho, na casa de formação da Associação Aprender Produzir Juntos (APJ).

O destaque dessa fase do projeto no nordeste mineiro é a realização da Conferência Territorial de Juventude, que pretende envolver as juventudes dos Territórios da Cidadania na construção de propostas locais e na eleição de delegados (representantes dos jovens do campo), além da análise do texto base da a 2ª Conferência Nacional de Políticas Públicas de Juventude, prevista para o início de dezembro, em Brasília. O tema da conferência nacional deste ano é “Juventude, Desenvolvimento e Efetivação de Direitos”.

Rafael Mesquita, coordenador de gestão do IJC, está acompanhando as atividades do projeto e acredita que essa é uma oportunidade única de participação da juventude do campo mineira na efetivação de políticas públicas para as juventudes rurais em Minas Gerais, pois "o governo de Minas não chamou Conferências Territoriais, essa é a oportunidade dos jovens locados nos territórios terem uma participação mais efetiva no processo, já que são nos territórios que surgem hoje os mais novos desafios relacionados à pauta da juventude", afirmou.

A próxima etapa do Juventude no Desenvolvimento Territorial acontecerá em agosto, ainda em Minas Gerais, no município de Montes Claros, contemplando jovens representantes dos territórios Sertão de Minas, Alto do Rio Pardo e Serra Geral.
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Comunicação IJC

terça-feira, 5 de julho de 2011

Visita à FETAEMG - Diário de Bordo

No segundo dia, visitei FETAE-MG, tinha conversa marcada com Maria, Secretária de Juventude da FETAE-MG, uma jovem negra, logo no início da conversa ela apresentou que duas oficinas eram muito pouca para enorme demanda do Estado. Conversamos muito sobre como poderíamos garantir que oficina pudesse se tornar pelo menos uma parte da conferência regional, pois sua preocupação era garantir que jovens do interior tivessem direito de participar da conferência estadual de juventude.

Neste diálogo, foi apresentado um possível local para realização da oficina, APJ, entidade parceira já do território do Vale de Mucuri. Apresentei nossa proposta de programação com dois dias de oficinas e um dia para conferência regional. Ela apresentou as questões importantes e fechamos que oficina tem também o papel de qualificar a discussão dos jovens para participar da conferência, além de diagnosticar o território nas questões culturais, políticas e sociais.

No período da tarde, ficou para tentar fechar orçamentos, continuar diálogo com articuladores e lideranças juvenis para mobilização da oficina.

Camila Brandão
Coordenadora do Projeto

Projeto Juventude e Território chegando em Minas - Diário de Bordo

Tenho novidades sobre o projeto tão quentinhas quanto o bolinhos de queijo de minas... Primeiramente, gostaria de agradecer a recepção de toda delegacia do MDA de Minas em nome do do Delegado Eduardo e do sub-delegado Rubens. Fui muito bem recebida e todos estão realmente comprometidos com causa da juventude.

Na segunda-feira, 20, tive a primeira reunião com Rubens que logo apresentou conjuntura do estado, os territórios mais avançados na discussão e quais os principais obstáculos que dos comitê de juventude nos territórios. Rubens apresentou aos articuladores estaduais presente na delegacia os primeiros encaminhamentos para colocar projeto em prática em Minas Gerais.

Como primeiro desafio encontramos foi fato que o Governo do Estado convocou a Conferências Regionais e Estadual de Juventude, mas não garante no seu planejamento financeiro condições para realização das conferências regionais. Para tentar contornar este problema fomos logo atrás de regimento estadual da conferência e dialogar com comissão para tentar pelo menos ajudar na mobilização e estrutura das conferências nos territórios que vamos trabalhar.

Dialogando com tanta demanda tratamos logo de selecionar os primeiros territórios que iriam participar da 1ª Oficina de Juventude no Desenvolvimento Territorial em MG, os territórios foram: Baixo Jequitinhonha, Vale do Mucuri e São Mateus. Será na Cidade de Teofilo Otoni, mais de 400 km de Belo Horizonte, nos dias 13 a 15 de julho. Depois disso comecei minha peregrinação de ligação para jovens lideranças, articuladores locais para fechar detalhes da oficina.

Camila Brandão
Coordenadora do Projeto